quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Até quando Esperar



Até quando Esperar

O brilho do raiar de um novo sol
Na tarde nublada da minha vida
Enquanto meu olhar ainda distante
Do seu sorriso... da sua alegria

Desperta silenciosa e sorrateira a madrugada
Confundido mais um dia o qual passou em vão
Nada acalmando meu sentimento de ser incompleto
No pulsar frágil do vazio chamar de meu coração

Não dá para prever um futuro que é o agora
Perder um tempo valioso para entender este amor
As explicações se fazem compreender por si próprias
Quando se ama na essência mesmo na dor

Esperar até quando lhe fazer valer o sonho
Motivo simples e real para estar se entregando
E mesmo que por tempo te tire o sono
Guarde seu amor que estou chegando

Autor: Jorge Jacinto da Silva Junior

sábado, 13 de agosto de 2011

Queria... Ângela Bretas




Queria...

Queria poder neste momento
Sentir seu cheiro
Seu gosto,
Seu corpo...
Queria fazer de você um brinquedo
Sem pressa
Sem receio
De que de mim partirias...
Queria ouvir sua voz
Me chamando
Falando e sussurrando
Segredos que só
Nós dois sabemos...
Queria esquecer do mundo
Por um momento apenas
Ser só você e eu
Sem ninguém mais além de nós...
Queria lhe dizer o quanto a saudade
Dói em meu peito
E que a realidade
De sentir sua falta me incomoda...
Queria ser o tempo
Parar de contar
Os segundos, minutos
Que estou longe de você...
Queria poder olhar em seus olhos
E ver o brilho
Que só eles possuem...
Queria ver seu sorriso
E imaginar que sua felicidade
Se relaciona comigo...
Queria ter a certeza
Que em seu pensamento
Há um espaço reservado
Para mim...
Queria lhe abraçar bem forte
E sentir sua força
Tomar conta de meu ser...
Queria ser tua
Só tua...
Sem culpa, sem medo
Simplesmente tua... 

Autoria: Ângela Bretas

Alvorada - Natalia Marchi


Parto de ti. Oh!  alvorada da minha alma.
Com cálices de dor em meus ombros.
Parto...
 Neste instante por um breve momento me recordo dos dias em teus braços cálidos.   
Oh! Parto neste momento de minha lucidez onde entorpeço minha alma de lembranças.
Ah! Sim parto em lágrimas de amor, rompo contigo minha flor da alma
Esta eterna namorada que tanto me consolou em dias tristes da minha vida.
Sim... Me vou a um entardecer triste e frio, onde lágrimas cantam minha dor da tua ausência
Meu destino vai compreender quando chegar o momento.
Minha alma com asas se estendem sobre luzes de outros tempos.
Oh! Minha alma sucumbida inerte por paixões que são o florescer do meu riso.   
Parto sem remorso por ter feito tudo que podia para acalmar tua alma.
Vive em ti todos os dias que você me permitiu entrar em teu coração duro e solitário.
Sim... parto sem deixar rastro e nem mesmo cicatrizes, pois nunca habitei tua morada.
Lágrimas são partes de uma despedida já marcada.
Sim... me vou e fecho os olhos para não me perder na imensidão que nunca me deixou conhecer.  
 Sim...parto na estrada encruzilhada de esquinas e becos onde jamais caminhei.
Caminho em lugares jamais vistos.   
Minha alvorada pálida sem vida em teu coração que se fechou para o mundo e vive o teu mundo escuro.
Sem risos e sabores. 
Por isto parto para viver meus amores.


domingo, 24 de julho de 2011

OBRIGADO!

O  bjetivamos sempre
B  uscar coisas agradáveis.
R  umamos por caminhos diversos...
I  nesquecíveis são os amigos...
G  rato estou
A todos que partilham esta minha jornada.
D  ividindo experiencias, tristezas e alegrias.
O  brigado!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Isso se chama amor...

Você surgiu como suave melodia trazida pela brisa; dilatou-se no silêncio de minha alma e fez-se moldura em meu viver.
Isso se chama ventura.
Há algo em você que transparece num olhar, como estrela no céu atapetado de astros e exterioriza-se num sorriso como canção tocada na harpa dos ventos.
Isso se chama ternura...
Sem olhar, você me percebe; sem falar, você me diz; sem me tocar, você me abraça...
Isso se chama sensibilidade.
Quando me perco em labirintos escuros, você me mostra o caminho de volta...
Quando exponho meus tantos defeitos, você faz de conta que não nota...
Se enlouqueço, você me devolve a razão...
Isso se chama compaixão.
Nos dias em que as horas passam lentas, sem graça e sem luz, nos seus braços eu encontro alento.
Quando os dias alegres de verão partem e em seu lugar chega o outono, cobrindo o chão com folhas secas, e o verde exuberante cede lugar ao cinza, nos seus braços encontro harmonia.
Isso se chama aconchego.
Quando você está longe, no espelho da saudade eu vejo refletida a certeza do reencontro.
Nas noites sem estrelas, quando a escuridão envolve tudo em seu manto negro, você me aponta a carruagem da madrugada, que vem despertar o dia com suas carícias de luz...
Isso se chama esperança.
Quando as marés dos problemas parecem tragar em suas ondas as minhas forças, em seus braços encontro reconforto.
Se as amarguras pairam sobre meus dias, trazendo desgosto e dor, sua presença me traz tranquilidade.
Você é um raio de sol, nos dias escuros...
É ave graciosa que enfeita a amplidão azul...
Você é alma e é coração.
É poema e é canção...
É ternura e dedicação...
Nada impõe, tudo compreende, tudo perdoa...
Sua companhia é doce melodia, é convite a viver...
... E tudo isso se chama amor!
Surge depois que as nuvens ilusórias da paixão se desvanecem.
Que a alma se mostra nua, sem enfeites, sem fantasias, sem máscaras...
Enfim, o amor é esse sentimento que brota todos os dias, como a flor que explode de um botão, ao mais sutil beijo do sol...
Isso, sim, se chama amor...
Redação do Momento Espírita.