terça-feira, 29 de junho de 2010

Aceite-me... AD


ACEITE-ME

Vida, aceite-me da maneira que venho...
Eu cheguei até você assim, desse jeitinho
que sou; cheguei como um presente e como
um brilho de luz na escuridão...

Por isso não trago manchas...
Sou uma pessoa comum, entre tantas outras...
Tenho a sensibilidade do amor e tenho
também todas as dificuldades de um ser humano...

Não tenho a pretensão de ser perfeita e nem
tampouco a prepotência de querer estar além
do que posso...
Tenho contudo, a humildade de conhecer meus
limites, e de saber onde posso chegar!!!

Eu sou alguém que vive, que sonha...
alguém que busca caminhos de realizações, e
de felicidade...
Sou alguém, que sofre, que luta, que chora...

Mas também sou alegria e sorrisos...
É assim que sou, e como todo meu semelhante,
sou única, sou indivisível...
e se você me procurar dentro de mim, me descobrirá
escondidinha na emoção....e se olhar bem devagarinho,
bem direitinho... verá que sou toda coração!!!

Desejo...





A minha boca e a tua
os lábios o toque.

O beijo sentido apreciado
em chama com desejo.

Beija-me assim o beijo saciado
açucarado, bailado, molhado, sem limites.


Fogo ardente
paixão eminente

continua o beijo
para sempre...


Teu corpo á mercê do meu desejo
Olhar fulminante acompanha qualquer movimento

Lentamente deposito um carreiro de beijos 

desde as virilhas até á tua boca
Lentamente encaixo minhas pernas em tuas ancas
Lentamente me afundo em ti num prazer divinal
Lentamente marco a cadência

Lentamente! Pedes-me

Intenso o olhar
Intenso o momento
Intenso o ritmo

Lentamente levanto o tronco
Lentamente avistas os meus seios
Lentamente beijas meus mamilos
Lentamente me entrego
Lentamente me fazes tua

Intenso o que se avizinha
Intenso o que se acumula
Intenso o desejo

Lentamente o arrepio que se anuncia
Lentamente os quadris que te possuem
Lentamente as mãos que em mim passeiam
Lentamente o grito, o suspiro, o gemido…

Prazer em fogo lento…

não sei se vai dar...


Mas nunca se esqueça que fui somente sua.

À Domicílio




À Domicílio




... O apartamento abria janelas para o mundo.

Crianças vinham colher na maresia essas notícias da vida por viver
ou da inconsciente saudade de nós mesmos.

A pobreza da terra era maior entre os metais que a rua misturava
a feios corpos, duvidosos, na pressa.

E de terraço em solitude os ecos refluíam e cada exílio em muitos se tornava e outra cidade fora da cidade na garra de um anzol  ia subindo, adunca pescaria, mal difuso, problema de existir, amor sem uso...
  
 Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Saudade




Saudade! Não me persiga,
Não procures ser amiga
De quem gosta de ti!
Era assim que como eu falava,
Quando a saudade passava,
Às vezes, perto de mim!...

Mas... o tempo foi passando,
Todos foram se ausentando,
Para ali, para acolá...
A casa ficou deserta,
E pela janela aberta,
A saudade pode entrar!...

Saudades! Vens tão ligeira,
Ser minha companheira,
Nesta tristonha manhã!...
Dá-me o teu consolo amigo,
Saudades! Ficas comigo,
Saudades! És minha irmã!...


Rio de Janeiro, 15 de maio de 1941.

Para minha querida amiga Ruth, alma irmã da minha.

Alice França

AMIGOS

 

AMIGOS



Almas que no pretérito... 


Mantiveram íntimo relacionamento,

Imaginam nesta existência as mesmas possibilidades...

Gostam e sentem falta deste amor distante. Mas

O  presente exige novos relacionamentos, novas experiencias... 

Sábio aquele que percebe a diferença e cresce na adversidade.



ONYR BOSS
Publicado no Recanto das Letras em 27/05/2010
Código do texto: T2283907